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| História
de Santo Agostinho |
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Em Tagaste, no norte da África,
aos 13 de novembro de 354, nasce Agostinho, filho de Mônica
e Patrício, e apenas sua mãe era cristã.
Desde pequeno ele sempre foi muito estudioso e inteligente,
mas andava em más companhias, praticando muitas maldades.
Estuda em Cartago se tornando um bom orador e retórico,
e em busca da verdade, se envolveu por alguns anos no sistema
doutrinário Maniqueísta.
Agostinho por muitos anos procurou o Deus-Verdade, encontrando-o
nas Sagradas Escrituras, na inteligência e no coração,
se convertendo ao cristianismo. Não quis ser apenas
um bom cristão, mas consagrar-se a Deus juntamente
com seus amigos.
Após seu batismo em Milão, na Itália,
volta juntamente com seus concidadãos e amigos à
África. Lá, desapegado de seus bens, permaneceu
cerca de três anos, vivendo para Deus com seus companheiros,
no jejum, na oração, nas boas obras, na meditação,
de noite e de dia, da Lei do Senhor. Instruía a todos,
com sermões e com livros e partilhava as revelações
recebidas durante as meditações e orações.
Somente com o intuito de servir a Igreja que necessitava de
clero, recebeu a ordenação sacerdotal em 391.
O Bispo lhe deu licença para ter uma comunidade nas
proximidades do bispado, onde continua vivendo com seus confrades.
E depois de ser ordenado Bispo, em 395, viveu como monge apesar
dos inúmeros compromissos pastorais e temporais. Divulgou
com dedicação a vida religiosa masculina e feminina
na África cristã, e ao morrer em 28 de agosto
de 430, deixou muitos mosteiros masculinos e femininos cheios
de virtudes.
Devido às invasões da África por parte
dos vândalos e dos Árabes, as fundações
monásticas agostinianas foram destruídas.
A família agostiniana tem suas raízes e espiritualidade
ligadas também a experiência eremítico-contemplativa
de alguns institutos religiosos de leigos e sacerdotes dos
séculos XII-XIII, que adotaram a regra e a espiritualidade
agostiniana. Levavam uma vida de oração e de
duras penitências.
Por vontade do Papa Alexandre IV, no mês de março
de 1256, em Roma, os delegados de muitos mosteiros e institutos
menores reuniram-se para constituir uma única grande
Ordem, a dos Eremitas de S. Agostinho. Desta forma, a Ordem
Agostiniana passou a desenvolver sua dimensão apostólica,
muito marcante em seu fundador.
A Atualidade de Santo Agostinho
As
obras de Agostinho vêm despertando a juventude estudiosa.
Ele é o grande "Mestre do Ocidente". Para
a Filosofia cristã é um referencial obrigatório.
O homem moderno, porém, vai buscar no autor das "Confissões"
uma resposta para seus problemas.
Perante a necessidade de bens materiais, a atração
irresistível de um ideal nunca realizado nas misérias
da vida e insaciáveis desejos, o ser humano, mais do
que nunca, sofre torturas, angústias imensas de uma
pessoa sem realização.
O homem de hoje, porém, assiste seus sonhos em queda
devido à espetacularização sucessiva
das falsas opiniões e idéias, da cópia,
da mentira e sente tomar conta de si, a dúvida, a tortura,
o desespero. Por isso deseja algo que lhe dê dignidade
de ser pensante na busca da Verdade e do Bem, libertando-o
de seus desenganos, como o pensamento agostiniano.
Quem estuda com atenção os Documentos do Concílio
Vaticano II e conhece os escritos de Santo Agostinho percebe
como os textos conciliares estão implícitos
na mensagem agostiniana.
O Papa Paulo VI tinha uma especial admiração
por Santo Agostinho que para ele era "inigualável
mestre da vida espiritual e cristã em que se pode encontrar
as expressões mais felizes, atrativas, comprometidas
e confortáveis que se poderia encontrar no vocabulário
do nosso colóquio com Deus e com a alma".
O Papa João Paulo II escreveu uma memorável
Carta Apostólica por ocasião do XVI centenário
da conversão de Santo Agostinho, afirmando que este
fato foi um marco na história do cristianismo.
Esta influência profunda de Santo Agostinho se deve
à persistência com que ele buscou a verdade.
Teve uma vida cheia de erros, como o materialismo, o racionalismo,
o ceticismo, mas, iluminado pela graça divina que veio
em ajuda à sua inteligência privilegiada, acabou
por encontrar a autêntica doutrina. Nos seus escritos
se percebe uma sinceridade fascinante, repleta de uma humildade
arrebatadora.
Nos escritos de Agostinho se encontra um roteiro muito humano
de como se deve buscar a verdadeira intelectualidade para
o coração.
A universalidade e a profundidade de seus ensinamentos estão
unidas a uma linguagem filosófica, teológica,
mística, poética encantadora.
A interioridade a que levam seus escritos é um dos
pontos mais luminosos de toda a sua obra. Ele escreveu num
de seus comentários ao Evangelho de São João:
"Explora e reconhece o que existe dentro de ti. Desce
à tua intimidade. Desce à câmara secreta
da tua consciência. Se te afastas de ti mesmo, como
poderás aproximar-te de Deus?". Ele declarou que
só queria conhecer Deus e a alma. |
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Então nas profundezas da mente humana ele se deparou
com a imagem divina. Deste modo o homem então pode
se elevar até Deus e encontrar nele a razão
de ser da sabedoria e do amor. No campo teológico,
o sentido profundo do mistério leva o leitor a uma
profunda fé, esperança e amor.
A verdade, porém, patenteada por Agostinho penetra
suavemente o ser humano e este compreende então que
Deus é, de fato, Amor. É que para Agostinho
"o amor é a força motriz do mundo humano,
a razão que governa os homens e os faz dançar
à sua música" (De Ord. 2,5).
Devido a tudo isso, a toda essa linguagem rebuscada e filosófica,
Santo Agostinho não possui inúmeros devotos.
Não é um santo conhecido profundamente pelo
povo, como Santa Rita, mas em compensação foi
um dos homens que mais forneceu literatura a Igreja, tornando-se
essencial no estudo de filosofia e teologia.
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