| |
| História
e Oração de São Nicolau de Tolentino,
Presbítero |
|
| |
Nicolau, a quem se
representa com uma estrela no peito, nasceu em Sant’Angelo
in Pontano (Itália) e viveu 30 anos em Tolentino. É
o primeiro grande fruto de santidade da Ordem Agostiniana.
E 1526, ano da “Grande União”, tinha 11
anos; dois ou três mais tarde abraçou a vida
religiosa. A austeridade de vida, a oração incessante,
a penitência voluntária, a perfeita vida comum,
unidas a uma grande caridade e delicadeza para com todos e
uma sincera e profunda sensibilidade pelas misérias
materiais e espirituais dos homens, são os traços
característicos de sua santidade.
Há séculos é invocado como taumaturgo
por sua eficaz intercessão ante Deus, como protetor
das almas do purgatório e como patrono contra pestes
e incêndios. Em sua terna devoção à
mãe de Deus têm origem os “pãezinhos
de São Nicolau”, abençoados no dia da
sua festa. A iconografia do santo expressa em variadas formas
muitas dessas características.
Sua figura esbelta e enxuta, o rosto sorridente e compassivo,
o olhar sereno e doce tal como o representam as pinturas da
escola de Giotto pouco posteriores à sua morte, nos
revelam sua personalidade levando-nos a senti-lo como a um
irmão que estimula, animam e ajudam a segui-lo no caminho
por ele percorrido.
A família Agostiniana vê em São Nicolau
um modelo de sua espiritualidade plenamente alcançada.;
São Nicolau cumpriu, efetivamente, a intenção
que a Santa Sé havia proposto ao tomar a decisão
de reunir os vários grupos eremitas em uma única
Ordem: oferecer uma síntese entre contemplação
e apostolado, entre a busca de Deus e o compromisso com mos
problemas humanos, o de seguir que a vida religiosa se convertesse
em fermento de vida cristã para o povo de Deus.
“Para os tristes – escreve Jordão de Saxônia
–era alegria, consolo para os aflitos, paz para os que
se encontravam divididos, repouso para os cansados, ajuda
para os pobres, remédio singular para os prisioneiros
e enfermos. Sentia tanta compaixão pelos pecadores,
que rezava, jejuava, celebrava missas e chorava diante de
Deus pelos muitos que se confessavam com ele para que fossem
libertados das trevas dos pecados”.
Sua morte foi uma apoteose. Vinte anos depois, em 1325, iniciou-se
o processo de canonização. As atas, com o depoimento
de 317 testemunhas, foram apresentadas ao papa em 1326, porém
a solene canonização teve lugar somente no ano
de 1446.
Seus restos
repousam no Santuário de Tolentino.
|
|
| |
- Oração
Vos louvo e vos dou graças, Deus Todo Poderoso,
porque sois para mim a cada dia pai de providência e
de misericórdia.
Vos agradeço por ter-me dado em São Nicolau
de Tolentino um exemplo luminoso de vida evangélica
e um válido intercessor junto a vós.
Na minha fragilidade e indigência vos suplico, ó
Senhor de tornar-me digno da vossa benevolência, acolhendo
a súplica que eleva em meu favor o vosso servo fiel
São Nicolau.
Fazei que eu saiba imitar o seu espírito de fé,
de oração e de obediência para saber acolher
a vossa vontade, que é o meu verdadeiro bem.
Ó Senhor, por intercessão de São Nicolau,
o padroeiro especial da Igreja militante e purgante, conduzi
todas as almas à felicidade eterna.
Amém. |
|
|
|